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Title: FILHA/ O DA MÃE: O SOFRIMENTO ÉTICO-POLÍTICO DE MÃES-SOLO NA PERSPECTIVA INTERSECCIONAL
Other Titles: MOTHER'S DAUGHTER: THE ETHICAL-POLITICAL SUFFERING OF SOIL MOTHERS IN INTERSECTIONAL PERSPECTIVE
Authors: SANTOS, Valentina Cabral Lopes dos
Keywords: Mãe-solo;
Psicologia Social Comunitária;
Sofrimento ético-político;
Interseccionalidade
Single Mother;
Social Community Psychology;
Ethical-Political Suffering;
Intersectionality
Issue Date: 27-Jan-2022
Publisher: UFMA
Abstract: Em meados do século XIX, a maternidade no contexto ocidental é encarada como o papel mais importante na vida de uma mulher. Os movimentos feministas no Brasil e no mundo fizeram e fazem um grande marco na história das políticas públicas efetivas ao gênero feminino. Contudo, embora se saiba e reconheça a importância dos movimentos sociais no que se refere à conquista dos direitos das mulheres, ainda há muitas questões a serem refletidas e discutidas com relação à maternidade. Em contraponto ao termo mãe-solteira, historicamente utilizado para identificar as mulheres que criam os seus filhos sozinhas, a expressão mãe-solo tem se popularizado na sociedade atual como uma tentativa de desconstruir a definição pejorativa que está relacionada ao estado civil da mulher com o fato de ser mãe. Mudar a forma de se referir a essas mulheres visa, desta maneira, dissolver nuances de preconceito com as genitoras que não têm qualquer relação com o pai de seus filhos, seja por terem se separado, ou porque optaram por serem mães sem necessariamente estar em uma relação conjugal, entre outros motivos. Desse modo, o presente estudo trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa de caráter descritivo, que visou compreender a vivência da maternidade-solo a luz da categoria sofrimento ético-político em uma perspectiva interseccional. As participantes deste estudo foram 5 mulheres adultas, que possuem filho(s) e assumiram a maternidade de maneira solitária, em situação de vulnerabilidade socioeconômica do Clube de Mães Caiane Mateus, na cidade de São Luís no estado do Maranhão. A pesquisa se dividiu em 2 fases: o questionário sociodemográfico com entrevistas individuais e a Oficina de Conexão Criativa com o grupo de mulheres participantes. Nesses termos, identificou-se um latente sofrimento psíquico nessas mulheres, por conta da sobrecarga, da responsabilidade exclusiva no amparo da família, da falta de uma maior e completa rede de apoio e de políticas assistenciais específicas para esse tipo de maternagem, o que provoca um sofrimento ético-político. Logo, os marcadores sociais de gênero, raça, classe, idade e territorialidade fazem com que estas mães-solo estejam ainda mais distantes de ações afirmativas que possam às contemplar.
Description: From the start of the nineteenth century, motherhood has been seen as the most important role of a woman’s life. Feminist movements in Brazil and abroad had (and continue to have) a huge impact in the history of effective, gender oriented public policies. However, although we recognize the importance of social movements when it comes to conquering women’s rights, there are, still, many questions that need answering concerning the topic of motherhood. In reference to the term ‘single mother’, historically used as a way to identify women who raise their children on their own, the expression ‘solo mother’ has grown in popularity in today’s society as an alternative to the former term, known to be a derogatory expression of motherhood, correlating a woman’s marital status to maternity. For a very long time, this term was used as a way to forward and mantain patriarchal societies, in which motherhood represents one of the many elements of subjugation of the female sex. Changing the manner of referring to these women means to dissolve the prejudice associated with mothers who have little to no contact with the father of their children, who are divorced or had simply decided to become mothers without the aid of a partner. Therefore, this work is based on a field research of qualitative and descriptive character, whose aim is to understand the impacts of solo mothering in the lives of poor, socially vulnerable women, using Bader Sawaia’s (1999) ethical and political suffering as a concept to reflect theoretically and methodologically on the various kinds of inequalities found on this form of maternity, along with the interseccional theory, that proposes the structural inseparability between racism, capitalism and cisheteropatriarchy. The participants of this study will be five adult cis gender women that are part of the Clube de Mães Caiane Mateus, located in the city of São Luís-MA, who raise their children on their own and face social and economic vulnerability (low income) as well. This research is divided in two stages: a sociodemographic questionnaire with one-to-one interviews and a focus group with the participants. On these terms, it was identified a latent psychological suffering amongst these women, due to the burden of shouldering exclusive responsibility for the provision of their families, in addition to a lack of a support network and assistance policies - all of which are factors that instigate ethical and political suffering. Thus, the social markers of gender, race, class, age and territoriality distance these solo mothers from affirmative actions that may contemplate them.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/5382
Appears in Collections:TCCs de Graduação em Psicologia do Campus do Bacanga

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