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Title: PESQUISA E EXTENSÃO: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DOCENTE EM MEIO AOS POVOS INDÍGENAS APINAYÉ
Other Titles: RESEARCH AND EXTENSION: THE CONSTRUCTION OF TEACHING IDENTITY IN AMONG THE APINAYÉ INDIGENOUS PEOPLES
Authors: SANTOS, Andréia Cristina Silva dos
Keywords: Pesquisa;
Extensão;
Indígenas;
Interculturalidade;
Educação
Research;
Extension;
Indigenous Peoples;
Interculturality;
Education
Issue Date: 8-Mar-2022
Publisher: UFMA
Abstract: Este estudo objetiva primordialmente que os povos indígenas sejam vistos como sujeitos de direitos e que, portanto, merecem ser respeitados e ainda contribuir para a exclusão de ideias equivocadas e depreciativas com respeito aos indígenas. A prevalência de uma série de enganos com relação aos povos originários desde a colonização tem sido uma grande barreira para a subsistência dos mesmos em todos os aspectos. Neste âmbito com os objetivos de dialogar sobre as questões indígenas trazendo á tona as discussões envolvendo estes povos e ainda refletir sobre a sua importância para a sociedade bem como ampliando a visão de que estes sujeitos com suas especificidades, línguas e costumes diversos compõem nossa identidade ancestral enquanto nação. O presente estudo terá como âncora a abordagem qualitativa de pesquisa que se fundamenta em teóricos que trabalham com o enfoque na realização de pesquisa de campo neste caso, vivenciadas no contexto da aldeia. Na visão de Severino (2013, p. 76), na pesquisa de campo o objeto/fonte é abordado em seu meio ambiente próprio. A coleta dos dados é realizada nas condições naturais em que os fenômenos ocorrem sendo assim diretamente observados. A proposta é que a priori ocorra a observação do contexto, de como se delineia, lançando mão de um diário de campo para que sejam registradas todas as situações que esclareçam as hipóteses levantadas a partir das vivências. No contexto do Brasil colônia, os povos indígenas depararam-se com constantes lutas pela subsistência a tantas dissonâncias, pois seu lugar de pertencimento, as terras não mais lhes pertenciam, bem como suas religiões, linguagens e costumes, suas mulheres e filhos. Além de terem que sujeitarem ao modelo de trabalho imposto pelos não indígenas vindos de Portugal. Como afirma Gomes (2012, p. 75): “O projeto colonial jamais permitiu variações além do que aquelas que fixavam por princípio a posição dos povos indígenas como súditos do rei, vassalos em sua própria terra e seres socialmente inferiores aos portugueses”. Neste sentido a imposição de costumes que não conversavam com os costumes e hábitos dos povos indígenas eram terríveis devido à perda da identidade de alguns povos. Na visão de (Gomes, 2012), mesmo havendo suscitado discussões em relação aos direitos indígenas e de sua soberania enquanto povo, as práticas de trabalhos escravos e demais ações de violência e descaso foram sempre mantidas, em nome do crescimento econômico da nação. A Constituição de 1988 é um marco legal que traz consigo avanços no que diz respeito aos direitos dos povos com suas especificidades direito de todos com direcionamentos de ações uniformes e garantias do respeito as especificidades. Ao longo de minha graduação no curso de Pedagogia da Universidade Federal do Maranhão-UFMA, participei ativamente todos os anos das visitas técnicas à aldeia São José dos povos indígenas Apinayé em Tocantinópolis-TO. Estas visitas proporcionaram-me momentos ímpares de socialização e vivências com as crianças e adultos indígenas tanto na escola quanto na aldeia. Eram momentos riquíssimos envolvendo interculturalidade e troca de saberes e ainda experiências vastas de ensino/aprendizagem. A oportunidade de pesquisa e extensão in loco proporcionaram-me uma gama de novos conhecimentos e ainda a ressignificação de conceitos equivocados. Educação para as minorias faz se necessário, porém minhas pesquisas elucidaram uma diferença nítida entre Educação Indígena e Educação Escolar. Uma refere-se aos processos intrínsecos e únicos de cada povo na produção de conhecimento. Já a outra trata da mera transmissão de conhecimentos advindo de espaços não indígenas, utilizando a escola como ambiente propício para tal feito. Tais reflexões reafirmam a necessidade de concretização e propagação dos objetivos supracitados. Na intenção de evidenciar estes novos conhecimentos trago aqui minha história pessoal e o encontro com o tema, uma abordagem histórica do povo Apinayé bem como os relatórios detalhados com imagens das visitas técnicas a aldeia.
Description: This objective study is indigenous peoples as subjects of primordial rights and that still contribute to the exclusion of equivocal and derogatory visas with respect to indigenous people. During my visit to the villages in the Pedago course at the Federal University of Maranhão-UFMA, I actively participated every year in São José dos Indigenous Peoples the village of Tocantinópolis. These visits provide me with unique moments of socialization and experiences with indigenous children and adults at school as well as in the village. These were very rich moments of interculturality and exchange of knowledge, as well as vast teaching/learning experiences. The opportunity for research and extension in loco will provide me with a range of new knowledge and also a re-signification of misconceptions. Education for minorities is necessary, my research elucidates a clear difference between Indigenous and School Education. A reference to the intrinsic and unique processes of each people in the production of knowledge. The other, on the other hand, deals with the mere transmission of knowledge from non-indigenous spaces, using the school as a propitious environment for this purpose. Such searches are identified and identified from the aforementioned objectives. With the intention of highlighting this new knowledge, I bring here my personal history and the encounter with the theme, a historical approach of the Apinayé people as the detailed reports with images of the technical visits to the village.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/6630
Appears in Collections:TCCs de Graduação em Pedagogia do Campus de Imperatriz

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